quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Balé Afro Oxum Omim Neuá conta a história da Cultura Africana em Pernambuco

O grupo inicia a contagem regressiva para entrar em cartaz com a terceira edição do Espetáculo de África a Pernambuco 

Por Samuel Calado




Com estreia prevista para Novembro no Teatro Arraial Ariano Suassuna (Rua da Aurora, Bairro do Recife), a terceira edição do Espetáculo “De África a Pernambuco” do Balé Afro Oxum Omim Neuá promete surpreender o público com os movimentos, a simplicidade e energia do belíssimo trabalho.


O projeto cênico retrata a influência da cultura africana na construção da identidade pernambucana através de danças e ritmos afros como o Afoxé, o Maracatu, a Ciranda, o Coco e o Samba de Roda. Está previsto para estrear em Novembro, no Teatro Arraial.



Nessa nova versão, o grupo introduziu a coreografia Onã, palavra Iorubá que significa caminho. A montagem foi inspirada no sagrado e nos conhecimentos das tribos Africanas que em sua fusão e releitura, traz o abrir dos portões e o seguir das estradas pedindo a Olodumaré que nunca falte a vida, que nunca falte água e muita luz nos caminhos. 

O Balé Afro Oxum Omim Neuá, fundado em Abril de 2002, pela coordenadora, bailarina e coreografa, Joana D’arc Santana, já apresentou diversos trabalhos dentro e fora do país. Atualmente conta com 15 bailarinos de diversas comunidades do Recife e Região Metropolitana.



Luiz Felipe interpretando Oxóssi, no Espetáculo. Foto: Divulgação BAFRO.

Luiz Felipe, 20, mora na comunidade de Casa Amarela e está no balé há pouco mais de um ano. Ele falou sobre a importância em construir o coletivo e como o grupo tem contribuído para o aumento do repertório cultural dele e de outros amigos, “jamais imaginaria que fosse dançar como danço hoje. Sempre tive muita vergonha de apresentar em público, agradeço bastante aos meus queridos amigos pela confiança”, contou o jovem que participa de quase todos os atos.

Dadá Santana interpretando Oxum, no Espetáculo. Foto: Divulgação BAFRO.

Este ano, o grupo firmou parceria com a Escola Yalu (Rua da Moeda, Recife Antigo), instituição que vem há vários anos ministrando cursos de percussão. O balé trouxe as oficinas de danças africanas e afro-brasileiras para o espaço e tem agradado bastante os alunos do espaço.

Joana D’arc, também conhecida como Dadá Santana, conta como é gratificante coordenar um grupo tão unido como o Balé Afro Oxum Omim Neuá, “Somos uma família, muita gente diz que o nosso balé é uma terapia, porque chegam estressados do cotidiano e saem com uma alegria imensa. Acredito que a dança afro possibilita isso, porque ela mexe com todos os nossos sentidos! É impossível não ouvir e sentir vontade de dançar”contou a bailarina que agradeceu bastante o Grupo Yalu de Maracatu Percussivo por acreditar no potencial da equipe e firmar uma grande parceria.

Ela explica que o nome do grupo significa “Deusa das águas agitadas” e foi dado em homenagem ao Orixá Oxum, que no candomblé representa à senhora dos rios, das cachoeiras, do ouro, da beleza e da fertilidade.


Os interessados em participar das oficinas, o Yalu está localizado na Rua da Moeda, 121, Recife Antigo (próximo à estátua de Chico Science), e dispõe também oficinas de percussão. Mais informações através do número  basta (81) 99661-6905.

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